Aulas de História


República Velha: 1889 – 1930

O Brasil republicano

Professor Ulisses M Lima

Apesar das mudanças estabelecidas no regime e na forma de governo, o 15 de novembro de 1889, não produziu grandes alterações institucionais visto que a grande massa da população brasileira ficou do lado de fora do processo de decisão, enquanto que a elite, formada principalmente pelos cafeicultores, estendeu de forma mais eficiente o seu domínio sobre o Estado. No entanto, durante alguns momentos da República Velha os militares, uma das primeiras expressões da classe média brasileira, ocuparam o centro das discussões e das decisões políticas do Estado.

No plano econômico, os maiores favorecidos foram os setores rurais. Porém, durante os dois primeiros governos da república, os presidentes militares, tentaram investir na industrialização do país através de uma política emissionista de moeda denominada encilhamento que apesar de produzir uma das maiores crises econômicas e financeiras que o país já viveu, facilitaram o enriquecimento rápido de setores urbanos, principalmente aqueles localizados na Capital Federal. A Crise financeira, caracterizada pelos elevados índices inflacionários e pelo endividamento externo e pela necessidade de sanear o Tesouro Nacional, favoreceu a volta dos investimentos nos setores agrícolas do país.

Se na Amazônia, os primeiros anos do século XX, foram marcados pela extração da borracha de seringueiras, ocasionando um rápido e passageiro desenvolvimento da região. No sudeste, o setor cafeeiro era o grande responsável pela lucratividade do país, tanto que para evitar possíveis crises financeiras membros dessa elite reuniram-se em 1906, na cidade paulista de Taubaté, e proclamaram o Convênio de Taubaté.

Apesar da hegemonia dos cafeicultores o Brasil viveu durante alguns momentos da República dos coronéis uma relativa diversificação econômica provocando, de certa forma, um grande impulso de industrialização. Desse modo, verificamos que um dos resultados desse período, foi à valorização dos setores urbanos que passaram a desempenhar funções cada vez mais relevantes no país.

Entre 1889 e 1930, Rio de Janeiro e São Paulo transformaram-se em grandes centros urbanos absolvendo grande parte da mão-de-obra do imigrante europeu, trazido para o Brasil com o intuito de substituir os trabalhadores escravos negros nas lavouras de café. A transferência desse contingente humano para as cidades deu origem à classe operária brasileira. Composta em sua maioria por trabalhadores italianos ou espanhóis esse setor logo percebeu as precárias condições de vida que lhes eram impostas. Dispostos a reagirem contra a exploração capitalista, a liderança anarquista produziu entre 1915 e 1929 inúmeras greves que foram duramente reprimidas pelos governos das oligarquias.

Em conseqüência das mudanças operadas no Brasil a partir do desenvolvimento urbano industrial, aqueles setores sociais, oriundos dessas transformações, sentiram a necessidade de incluir o país no mapa internacional do novo pensamento e da nova arte que vinha ocorrendo na Europa e nos Estados Unidos e que procuravam, de maneira efetiva, dar vozes as novas idéias, aos novos agentes e novos estados de coisas. Sendo assim, foi organizado um evento que simbolizaria a revolução modernista no Brasil conhecido como Semana de Arte Moderna de 1922, da qual participaram alguns dos mais importantes artistas que os brasileiros conheceram.

A década de 1920 foi marcada por várias manifestações: nesse período ocorreu a fundação do Partido Comunista do Brasil, O movimento conhecido como 18 do Forte de Copacabana, a comemoração dos 100 anos da Independência do Brasil, A Coluna Preste, a Crise de 1929 e fechando o ciclo a Revolução de 1930 representando o fim da República Velha.

Documentos

A Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil – 1891

Art. 5º Incumbe a cada Estado prover expensas próprias, as necessidades do seu governo e administração; a União, porém, prestará socorro ao Estado que em caso de calamidade publica, os solicitar.

Art. 6º o governo federal não poderá intervir em negócios particulares dos Estados Salvo:

1. Para repelir invasão estrangeira, ou de um Estado em outro.

2. Para manter a reforma republicana federativa.

3. Para estabelecer a ordem e a tranqüilidade nos Estados, à requisição dos respectivos governos.

4. Para assegurar a execução das leis e sentenças federais.

Art. 9º É de competência exclusiva dos Estados decretar impostos:

1. Sobre a exportação de mercadorias de sua própria produção.

2. Sobre imóveis rurais e urbanos.

3 Sobre a transmissão de propriedades.

(BARCELOS, Milton. Evolução constitucional do Brasil. Rio de Janeiro, Imprensa Nacional, 1933. pp. 323)

Ensaios de industrialização

“Comparando, sob o ponto de vista industrial, o estado de São Paulo com os demais estados da República, parece-nos poder afirmar ser ele o único que mantém estabelecimentos fabris em todos os ramos, sendo que alguns deles só aqui existem, não somente tratando-se de todo o Brasil, como também da América do Sul.”

(BANDEIRA JR., Manuel. A indústria no estado de São Paulo em 1901. SP, Tip. Do Diário Oficial, 1901. pp. 9)

O avanço da industrialização

“A conjuntura proporcionou não somente a massa critica necessária à indústria, em função de um padrão de subsistência de alta qualidade para uma força de trabalho suficientemente grande, como também garantiu a submissão dessa força de trabalho à extração de uma elevada taxa de lucro pelas classes proprietárias e comerciais. (…) Foi muito significativo para o avanço da indústria nacional que grande parte desse lucro permanecesse na área de café. Os cafeicultores de São Paulo (…) investiam em estrada de ferro, docas, bancos e sociedade comerciais necessárias à expansão dos seus negócios. Tais empresas geraram novos lucros que puderam ser empregados na compra de maquinismo.”

(DEAN, WARREN, in: História geral da civilização brasileira, O Brasil republicano, tomo III, 1º volume, Estrutura de poder e economia (1889-1930), org. FAUSTO, Boris, São Paulo, Difel, 1982, pág. 252.)

O sindicalismo e o movimento operário

“Nos bancos de fiação trabalhavam geralmente as mulheres (…). Mas quanta paciência requer esse trabalho! Essas mulheres devem ficar sempre em pé, sempre com a máxima atenção nos 5º ou mais fusos que giram com uma velocidade vertiginosa; devem emendar muitas vezes o fio quando se rompem e consertar freqüentemente os defeitos das máquinas.”

(Reportagem publicada no jornal socialista Avanti !, de São Paulo, em 25 de maio de 1907.)

A Semana de 22 e o Modernismo

Nossa época é, materialmente, superior a qualquer outra. Mas isso não nos importa. Em arte não há progresso. O progresso só existe para as coisas materiais e na bandeira brasileira.

Os escritores modernos não escrevem melhor do que Machado de Assis, os poetas de hoje não são superiores a Bilac ou a Antero de Quental.

Igualar Bernardes ou Racine não tem a mínima importância. O que importa para o artista moderno é traduzir nossa época e sua personalidade. O resto é literatura.

É um erro pensar que os modernos condenam os clássicos, os românticos e todos os passadistas. Bilac, Castro Alves, Gonçalves Dias foram grandes poetas. Escreveram obras românticas e parnasianas no tempo do Romantismo e Parnasianismo. Fizeram muito bem.

FORAM MODERNOS

O ridículo é um poeta acreditar em soneto e alexandrinos neste glorioso ano do Centenário da Independência. (…) Ninguém é dono do tempo. O leitor que tem cabelos brancos sabe disso melhor do que eu, que não os tenho graças ao tempo.

O MODERNISMO EXISTE, é inútil revoltar-se. É um fato, como os aeroplanos, o bolchevismo, o foxtrot, o jazzband. Ouço daqui seus gritos de protesto: “LOUCURA! IMORALIDADE!”. Não grite tanto, por favor; atrapalha minhas idéias.

(MORAIS, Rubens Borba de. Domingo dos séculos. Rio de Janeiro, Candeia Azul, 1924.)

O Tenentismo: Os Dezoito do Forte

[...]

Eles eram dezoito…Os mais partiram

Tanto que a causa, enfim, viram perdida.

Eles – dezoito apenas – preferiram

Ficar, quando ficar custava a vida…

[...]

Eles viram partir seus companheiros

Ansiosos de viver!

Em vez de censurá-los, altaneiros

Preferiram morrer…

[...]

E tumulta, cresce o tiroteio.

É um caos, uma feroz desordem, a batalha!

No espaço, como um arfar de um grande anseio,

Passa crebo, a zunir de balas e metralha.

[...]

Agora, sim, agora tudo é findo…

Sobre o bando, que jaz num lago rubro e quente,

Na grande curva do céu azul infindo

A luz crepuscular canta radiosamente…

(Poema anônimo publicado no jornal carioca Correio da Manhã. Apud VEIGA, Luiz M. A Coluna Prestes. São Paulo, Scipione, 1992. p. 19 e 20.)

A crise de 1929

“[...] Compreende-se a relutância do Sr. Presidente da República em emitir papel-moeda sem efeitos comerciais para os negócios do café. A emissão pode perturbar o plano financeiro e, perturbado este, abaladas estariam a defesa do café e a defesa do câmbio. Mas sem recorrer à emissão, o governo encontrará meios para socorrer São Paulo. Existem fora da Caixa de Estabilização, em poder do Banco do Brasil, dez milhões de esterlinos que poderiam ser utilizados provisoriamente, por via de empréstimos a São Paulo ou por outra maneira que ao governo parecesse mais crucial, no amparo da economia paulista até que os mercados monetários do mundo nos pudesse fornecer a soma de que necessitamos para liquidação definitiva da crise e para imprimir outro rumo ao plano de defesa do café [...] O café em stock cobre largamente a importância do empréstimo e os grandes grupos financeiros, com interesse no Brasil, serão os primeiros a, passada a tormenta que varreu os mercados monetários, acudir em auxilio de São Paulo e apoiar a restauração da nossa prosperidade econômica.”

(O Estado de S. Paulo, 30/10/1929.)

A revolução de 1930

“(…) as peripécias eleitorais das eleições de 1930 [mais] a crise econômica propiciaram a criação de uma frente difusa, em março/outubro de 1930, que traduz a ambigüidade da resposta à dominação da classe hegemônica: em equilíbrio estável, contando com o apoio das classes médias de todos os centro urbanos, reúnem-se o setor militar, agora ampliado com alguns quadros superiores, e as classes dominantes regionais.

Vitoriosa a Revolução, abre-se uma espécie de vazio de poder por força do colapso político da burguesia do café e da incapacidade das demais frações de classe para assumi-lo, em caráter exclusivo. O Estado de compromisso é a resposta para esta situação.”

(FAUSTO, BÓRIS. A Revolução de 1930: Historiografia e história, 7ª edição, São Paulo, Editora Brasiliense, 1981, pág. 114.)

Exercícios

1. Questão: UNI-RIO

Na segunda metade do século XIX, iniciou-se a formação de um novo segmento social no Brasil, a classe operária. Podemos afirmar que a:

a) migração italiana está ligada ao movimento operário, tendo que dividir com um grande número de ex-escravos a formação inicial da classe operária.

b) nascente classe operária brasileira tinha como base a mão-de-obra de ex-escravos que, saídos das fazendas cafeeiras, iam para as cidades em busca de trabalho na indústria.

c) classe operária brasileira possuía em sua formação uma base na mão-de-obra estrangeira e, na tentativa de se organizar, utilizou o pensamento anarco-sindicalista.

d) participação da mão-de-obra estrangeira na formação da classe operária brasileira não foi significativa devido à falta de preparo desses imigrantes.

e) classe operária brasileira, mesmo com os esforços demonstrados, não conseguiu fugir da tutela do Estado.

2. Questão: UERJ

(…) Estão em greve presentemente, nesta capital, cerca de 15 mil operários, e à hora em que escrevemos, nada faz prever que esse número decresça tão cedo. Ao contrário, há justificados receios de que o movimento aumente ainda, caso não se encaminhem as desinteligências para um acordo satisfatório e eqüitativo.

(O Estado de São Paulo, 12/07/1917. Citado por TREVISAN, Leonardo. A República Velha. São Paulo, Global, 1982.)

O movimento operário, durante as primeiras décadas do regime republicano no Brasil, caracterizou-se pela existência de:
(A) apoio de trabalhadores rurais, que participaram de várias greves organizadas
(B) partidos de tendência anarquista, que foram responsáveis pela greve geral de 1917
(C) reivindicações políticas, que foram atendidas por legislação implantada na década de 1920.
(D) lideranças de imigrantes europeus, que traziam a experiência de organização de seus países de origem.

3. Questão: UERJ

(Apud FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 1995.)

“Glória à pátria!”, dizia a Revista Illustrada, um dia após a proclamação da República no Brasil, numa comemoração que representava o desejo de mudanças que trouxesse ampliação dos direitos políticos e da cidadania.

No que se refere ao exercício dos direitos políticos, a primeira Constituição republicana de 1891 – tem como uma de suas características:

(A) o direito de cidadania às mulheres, pela introdução do voto feminino
(B) a exclusão das camadas populares, com a instituição de sistema eleitoral direto
(C) o aumento do colégio eleitoral, pela atribuição do direito de voto aos analfabetos
(D) a possibilidade do controle dos eleitores pelos proprietários rurais, através do voto aberto.

4. Questão UERJ

O trecho da crônica de Bilac e a charge representam visões diferentes sobre aspectos da vida urbana no Rio de Janeiro, no período entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX.

Considerando o exposto e a estrutura social brasileira, é possível concluir que a:

(A) difusão das ideologias revolucionárias reduzia as barreiras sociais

(B) convivência cotidiana nos transportes coletivos não eliminava a segregação social

(C) população descendente de escravos não sofria um processo de discriminação social

(D) expansão dos serviços públicos homogeneizava a organização social do espaço urbano

5. Questão UERJ

Nos textos apresentados, encontram-se as opiniões de dois observadores do fim do século XIX – José Thome e Aristides Lobo – a respeito da Proclamação da República.

A divergência entre as posições dos autores sobre o evento refere-se ao seguinte aspecto:

(A) ideário republicano

(B) reação da população

(C) caráter elitista do movimento

(D) caracterização política do regime

6. Questão UERJ

Os dados sobre o período de 1872 – 1920 podem indicar que o aumento da influência intelectual da cidade de São Paulo, apontada pelo autor do texto, acompanhou a aceleração do seu crescimento demográfico em relação ao da capital do país.

A explicação para tal aceleração pode ser encontrada no processo de:

(A) formação de uma nova elite paulista de origem imigrante

(B) afluxo de trabalhadores oriundos da crise da economia açucareira

(C) decadência da capital associada aos interesses das elites comerciais

(D) desenvolvimento dos setores urbanos ligados à economia cafeeira

7. Questão UERJ

Os dois textos indicam caminhos para a compreensão da imigração no Brasil.

Comparando-os, deduz-se que a trajetória do imigrante é caracterizada por:

(A) possibilidade diferenciada de inserção social

(B) tendência de valorização social dos militantes políticos

(C) predomínio de trabalhadores portugueses no setor de comércio

(D) chance maior de enriquecimento em relação ao trabalhador nacional

8. Questão UERJ
Os dados abaixo tratam da população ocupada no Brasil entre o final do século XIX e início do XX.

A análise dos dados leva à seguinte característica econômica desse período:

(A) crescimento do setor de serviços

(B) dinamização da atividade industrial

(C) protecionismo da agricultura de subsistência

(D) desenvolvimento acelerado dos três setores econômicos

9. Questão UERJ

As primeiras favelas do Rio de Janeiro surgiram, provavelmente, ao final do século XIX nos morros Favela – atual Providência – e Santo Antônio, numa época de intenso crescimento populacional, e significativas modificações urbanas.

O conhecimento histórico desse processo e as observações feitas pelos autores da canção permitem afirmar que o surgimento das favelas, no Rio de Janeiro, está ligado à conjugação dos seguintes fatores:

(A) expansão espacial da cidade e disputa pela ocupação do solo

(B) política estatal de habitação popular e crescimento da área metropolitana

(C) decadência agrícola fluminense e competição entre áreas de especialização produtiva

(D) momento de imigração estrangeira e atração de novos trabalhadores para a indústria

10. Questão UERJ

Tanto a legenda da charge quanto a notícia atual evidenciam aspectos da atuação do poder público numa situação de combate a epidemias.

Comparando os dois contextos, essa atuação e essa intervenção no combate à epidemia podem ser caracterizadas, respectivamente, pelos seguintes traços:

(A) maior eficácia nas áreas rurais e menos habitadas – permanência e predomínio da iniciativa privada

(B) ação ampla em bairros periféricos e menos atingidos – responsabilidade das instituições beneficentes

(C) maior competência em áreas privilegiadas e menos afetadas – descentralização por instituições municipais

(D) autoritarismo sobre a população carente e menos esclarecida – integração e aparato técnico de instituições federais

11. Questão UERJ

O desenho, do início do século XX, mostra de forma esquemática e bem-humorada como os diversos gêneros musicais marcavam os bairros do Rio de Janeiro daquela época.

A respeito dessa associação entre bairros e gêneros musicais, é possível concluir que o desenho caracteriza:

(A) os bairros junto ao porto como áreas de difusão de estilos musicais importados

(B) a Zona Norte como lugar de estilos influenciados pela cultura musical norte-americana

(C) a Zona Sul como espaço de distanciamento entre as manifestações musicais e o público

(D) os bairros próximos ao Centro como palco de estilos com letras e instrumentos de origem popular

12. Questão UERJ

A dominação dos grandes proprietários rurais durante a República Velha deu origem à expressão popular “voto de cabresto”, mecanismo eleitoral que resulta de:

(A) influência política das oligarquias regionais

(B) adaptação do campesinato à realidade do mundo urbano

(C) inconformismo do eleitor nas pequenas cidades do interior

(D) submissão dos trabalhadores rurais aos valores soberanos das cidades

13. Questão UFF

No final do século XIX, nos sertões da Bahia, o movimento de Canudos pôs em xeque o recente regime republicano instalado no Brasil, infligindo sucessivas derrotas ao exército brasileiro. A razão oficial do governo Prudente de Morais para combater e destruir o reduto de Antônio Conselheiro foi:

(A)  O discurso que, após a derrota do Coronel Moreira César, injetou o ânimo necessário à ofensiva vitoriosa do exército frisou os aspectos monárquicos que o Arraial de Canudos trazia em seu próprio nome, uma vez que arraial provém de arreial, isto é, “ar real”.

(B)   Antônio Conselheiro foi considerado um beato herege pelo Arcebispo da Bahia que, não obstante rompido com o governo republicano, instou para que o Exército destruísse a seita.

(C)  A sanha da repressão republicana voltou-se contra o caráter assumidamente sebastianista de Canudos, posto que era o próprio Conselheiro quem apregoava o iminente fim da República com a volta de D. Sebastião.

(D)  O grande  argumento  em favor da repressão foi dado por Euclides da Cunha, autor de Os Sertões, que, ao proclamar que o Brasil estava “condenado à civilização”, incentivou os militares a destroçar a jagunçada sertaneja, emblema do atraso que se pretendia remover.

14. Questão UFF

Numere a coluna da direita de acordo com a coluna da esquerda.

1. Revolta militar tenentista de 5 de

julho  de 1922

2.Revolução  de 1930

(   ) Junção de tropas rebeldes provenientes do Rio Grande do Sul e de São Paulo em Benjamin Constant, no oeste do Paraná, em abril de 1925

3.Reação   Republicana

(   )  Episódio de marcha  dos 18 do Forte de Copacabana

4.Coluna  Prestes

(   ) Publicação pelo Correio da Manhã, em novembro de 1921, de cartas ofensivas aos militares, atribuídas a Artur Bernardes

5.Aliança  Liberal

(   )    Entendimento secreto de 17 de junho de 1929 entre políticos de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul para impedir a eleição à Presidência da República do paulista Júlio Prestes

Assinale a seqüência correta:

(A) 3, 1, 4, 5              (D) 5, 3, 4, 1

(B) 4, 3, 1, 5              (E) 4, 1, 3,

(C) 3, 4, 5, 1

15. Questão UFF

Ao longo da República Velha, o movimento operário brasileiro desenvolveu-se em torno de inúmeras correntes que disputavam entre si a primazia junto aos trabalhadores. Relativamente a este momento político afirma-se, corretamente, que:

(A)       O partido trabalhista configurou-se no modelo de organização do operariado no Brasil.

(B)       Os sindicatos amarelos, ou trabalhistas, arrebanharam a quase totalidade da classe operária no Rio e em São Paulo.

(C)      A influência do socialismo utópico foi marcante junto aos  sindicatos  na  década   de 20.

(D)      O comunismo internacional preponderou junto ao  operariado brasileiro antes de  1920.

(E)       O anarco-sindicalismo foi a corrente preponderante junto ao  operariado até a fundação do Partido Comunista Brasileiro.

16. Questão UFF

O Convênio de Taubaté, em 1906, inaugurou a primeira política de valorização do café.

Considere tal política e analise as ocorrências enumeradas a seguir:

I) manutenção dos lucros em todo o setor cafeeiro nacional e seu reinvestimento na própria cafeicultura;

II) descompasso entre os padrões de desempenho da cafeicultura nas distintas regiões produtoras do centro-sul do país;

III) manutenção dos lucros da cafeicultura paulista e diversificação agrícola das demais regiões produtoras de café;

IV) fortalecimento do Partido Republicano fluminense e mineiro.

Dentre estas ocorrências, as que são conseqüências da política mencionada estão indicadas por:

(A) I e II

(B) I e III

(C) I e IV

(D) II e III

(E) III e IV

17. Questão UFF

“O advento da República proclama sonoramente a vitória do cosmopolitismo no Rio de Janeiro. O importante, na área central da cidade, era estar em dia com os menores detalhes do cotidiano do Velho Mundo. E os navios europeus, principalmente os franceses, não traziam apenas os figurinos, o mobiliário e as roupas, mas também as notícias sobre as peças e os livros mais em voga, (…) o comportamento, o lazer, as estéticas e até as doenças, tudo enfim que fosse consumível por uma sociedade altamente urbanizada e sedenta de modelos de prestígio.”

SEVCENKO, Nicolau. Literatura como missão. SP: Brasiliense, 1983, p. 36

O trecho refere-se à Belle Époque brasileira, no momento de consolidação republicana, denominada, por alguns autores, a “Regeneração” e associada à modernização da capital da República.

a) Nomeie o movimento social que, na Belle Époque, contestou a ação modernizadora de Oswaldo Cruz.

Resposta:_________________________________________________________________

b) Explique o significado do termo “Regeneração”, destacando duas conseqüências sociais oriundas do processo de modernização da cidade do Rio de Janeiro.

Resposta:_________________________________________________________________

18. Questão UFF

(A) Possibilitou que os grupos monarquistas fizessem da capital uma cidade-corte, privilegiando o embelezamento em detrimento da utilidade econômica e política da cidade do Rio de Janeiro.

(B) Imitou as reformas de Paris realizadas pelo Barão Haussmann em 1850, trazendo para o Rio de Janeiro um modo de vida europeu. Entretanto, os vestígios da arquitetura colonial permaneceram no centro da cidade devido à força política dos proprietários dos cortiços.

(C) Associou beleza e saneamento ao considerar que, em uma cidade moderna, além de se construírem avenidas e jardins, devia-se cuidar, também, das instalações de água e esgoto, eliminando-se os odores fétidos e combatendo-se a falta de asseio de seus habitantes.

(D) Transformou a cidade-capital em cidade moderna, o que representou o avanço brasileiro em direção ao modelo europeu. Pereira Passos manteve o centro como cidade portuguesa e atuou, apenas, nas áreas periféricas.

(E) Atendeu às reivindicações de engenheiros e médicos que queriam uma cidade limpa, saneada, com características exclusivamente brasileiras e sem nenhuma semelhança com Paris.

19. Questão UFF

O quadro mostra a situação da malha ferroviária brasileira e indica as desigualdades regionais observadas na economia do país, decorridos vinte anos da República.

Assinale a opção que apresenta um comentário correto e coerente com as informações referentes ao início do século XX, fornecidas na tabela acima.

(A) Na Região Sul, a pecuária e a produção agrícola eram desenvolvidas, exclusivamente, por imigrantes e encontrava-se em completo abandono. Isso justifica a menor incidência de ferrovias no sul do país.

(B) A tecnologia ferroviária esteve ausente da Região Norte, em função da total inexistência de produtos para exportação.

(C) A expansão da cafeicultura no Estado do Rio de Janeiro, devida à incorporação de terras virgens para o plantio do produto, determinou a concentração da malha ferroviária na Região Sudeste.

(D) O boom da expansão cafeeira sobre o Oeste paulista explica a concentração de ferrovias construídas na Região Sudeste.

(E) A agroindústria açucareira e a produção algodoeira do nordeste viviam um momento de apogeu inaugurado pelo início do novo século, mas, o escoamento desses produtos era dificultado pela ausência de ferrovias na região.

20. Questão UFF

A chamada crise dos anos 1920 resultou da convergência de múltiplos questionamentos de ordem econômica, política, social e cultural. Considere os seguintes processos:

I) Estruturação do jacobinismo florianista

II) Consolidação do anarco-sindicalismo

III) Eclosão do Modernismo na Semana de 1922

IV) Constituição do Partido Comunista Brasileiro

V) Emergência do populismo

VI) Fortalecimento do movimento tenentista

Dentre esses processos, os que expressam o contexto histórico da crise mencionada estão indicados por:

(A) I, III e VI

(B) II, IV e V

(C) III, IV e V

(D) III, IV e VI

(E) IV, V e VI

21. Questão UFF

Uma das mais significativas manifestações da crise dos anos 20 (século passado) no Brasil foi o Tenentismo. Ao analisá-lo, diversos autores o explicam, quer como expressão do descontentamento das camadas médias urbanas, ou como manifestação de problemas internos ao Exército. À luz dessas considerações:

a) Enumere duas outras manifestações da crise dos anos 20 no Brasil.

Resposta:_________________________________________________________________

b) Analise um dos argumentos que, para a historiografia brasileira, comprovam uma das explicações para a compreensão do Tenentismo.

Resposta:______________________________


10 Comentários so far
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Fala ai professor. O site ficou show, parabéns!
Um abraço

Comentário por Fernando Bertolini

Oi professor,muito legal o site =)
eu gostaria de saber o gabarito das questões.
Beijos

Comentário por Bianca Souza

Oi professor, seu site esta ótimo! Queria saber se tem como o senhor disponibilizar o gabarito dessas questões.
beijos

Comentário por Mariana Silveira

Oi professor , Nossa o site ficou muito bom!!! Parabéns!
Tô esperando o gabarito das questões…
Beijos

Comentário por Manuella

Professor, adorei site está muito legal! Tem como o senhor passar o gabarito dessas questões? Bjs

Comentário por Yasmin Furtado

oi Professor,ficou muito inteligente seu site! tem como passar o gabarito das questoes?

Comentário por Gileade Alves

aorei os exercicios ,a ms gostaria de receber o gabarito. muito obrigada!

Comentário por andressa beatriz

Olá amigo! Eu sou professor de História do estado do RJ e vou utilizar a sua aula. Achei muito boa e bem enxugada. Sou novo na profissão e ainda estou achando dificuldade de organizar as minhas aulas.

Claro que vou dar o devido crédito, já que vou disponibilizar para os meus alunos no facebook.

Grato e continue o seu bom trabalho se socializar o conhecimento com todos!

Comentário por kakabencliouiz Carlos

esse texto é muito bom, pra aprender muito mais na aula de historia, e varias outras máterias, e tanbem pra gente ficar sabemdo mais o que si passava na antiguidade.

Comentário por luana

gostei agora eu sei o que os trabalhadores industriais passararram nesse tempo

Comentário por emilly




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